Seja um diamante nas mãos do Senhor

A composição é um diamante que precisa ser lapidado

Compor é uma arte que requer inspiração e transpiração. Acredito que é como um diamante que precisa ser lapidado, é encontrado bruto, talvez porte alguma beleza, mas toda a sua beleza só vem depois de um pouco ou muito trabalho. Claro que há exceções.

Vamos conversar um pouco sobre as duas etapas da composição citadas acima, começando pela inspiração.

Composição

Para um artista, muitas coisas podem ser inspiradoras: uma frase, uma paisagem, um sentimento, um acontecimento (feliz ou triste), uma pessoa, etc. O artista é sensível ao que está ao seu redor e consegue traduzir isso em uma música ou em uma outra forma de expressão artística. Porém, como minha arte é a música, falaremos de música, e não de qualquer uma, mas da música cristã católica!

Essas inspirações são como uma provocação, um grande incentivo para que o artista se manifeste, responda, opine, expresse o que está em seu interior, seus sentimentos…

Há inspirações que ficam intactas, são tão reveladoras e inspiradas que se mudarmos algo corremos o risco de prejudicar a mensagem que ela porta. Porém, na grande maioria das canções, ela precisa ser trabalhada e aí vem a transpiração. Vamos ler, reler, cantar, pensar, consultar a doutrina da Igreja, os documentos, o tempo litúrgico, qual o contexto social, a linguagem, para quem ela é cantada, etc. São muitos elementos, porém, tudo em Deus. Nós, compositores, corremos o risco de querer fazer músicas de sucesso. As famosas músicas comerciais. Mas, se pensarmos bem, qual o sucesso que o compositor, cantor, enfim, o músico católico precisa ter?

É algo muito além de ser conhecido, ovacionado, amado, ser campeão de vendas de disco, ganhar prêmios, reconhecimento e/ou respeito.

O sucesso de uma música cristã católica é a capacidade que ela tem de levar as pessoas a Deus, à mudança de vida, à conversão, ao encontro pessoal com Jesus, ao batismo no Espírito Santo.

O cantor, a bandam se tornam conhecidos, como o jumento de Jerusalém se tornou conhecido. Bom, isso é tema para outro texto.

Como compositores somos instrumentos nas mãos de Deus, fazemos nossa parte e entregamos a ele o diamante polido. Lembra do diamante no início do texto? Então, o entregamos a Deus, mas se ele vai brilhar aí já não é conosco. O bom compositor, de Deus, só pensa em deixar o diamante pronto, porque o brilho quem dá é Deus.


André Florêncio

André Florêncio, natural de São Paulo (SP), é membro da Comunidade Canção Nova desde 2006, participa do Ministério Amor e Adoração e autor do livro: Música, chamado e serviço.

 

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