Além do canto: o chamado do músico na entrada triunfal
Olá, ministros de música, servos e servas do Senhor! Entramos na Semana Santa, e ao som do nosso canto, as pessoas clamavam: ‘Hosana ao filho de Davi’.
Parece que nosso canto encontrou, enfim, sua finalidade maior: reconhecer o Senhor Jesus como o grande Rei de toda a Terra.
Mas Jesus quer fazer um convite a nós a partir deste domingo: acompanhá-lo até a cruz, não só com a beleza da música, mas com a vida, com a entrega da vida.
Toda poesia da nossa música encontra o seu ponto mais alto na cruz de nosso Senhor, pois foi esse ato que nos deu a vitória.

Créditos: Arquivo CN.
A espada da humildade e o serviço oculto
Jesus poderia ter subido em um lugar alto e feito um discurso, pois o poder da Sua palavra já seria mais que suficiente para nos salvar. Porém, Ele quis receber sobre si toda dor humana, todo peso. Carregou sobre si os pecados da humanidade e ofertou tudo ao Pai com sua própria vida.
No Domingo de Ramos, na entrada triunfal em Jerusalém, o povo esperava um rei que, ao puxar a espada, iria declarar guerra. E foi o que Ele fez: usou a espada da humildade e declarou guerra, mas uma guerra espiritual.
Jesus começa fazendo um pedido a dois dos discípulos: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-os e trazei-os a mim! Se alguém disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles”.
Tenhamos coragem de começar pelo início. Nos dias de hoje, onde tudo é mídia, queremos começar num momento de verdadeira estreia. Tenha coragem de começar indo buscar a jumenta. Tenha coragem de explicar o inexplicável;
Ir pegar uma jumenta, dizer que alguém, que se diz rei, vai montado em cima para entrar numa cidade e ser aclamado pelo povo não parece uma história muito convincente, não é verdade?
Mas tenha a coragem de contar essa história, porque ela é real. Tenha a coragem de contar aos outros que, antes de cantar e tocar, você é um seguidor autêntico de Jesus Cristo; que tocar e cantar ou buscar a jumenta faz parte do servir. Que o que há de mais importante não é o que fazemos por Ele, mas o que Ele fez em nós.
O Rei que deseja habitar em nosso coração
Então vem o nosso Rei, montado na jumenta e no filho da jumenta, e quem olha para nós, hoje, pensa: “Então é esse Rei que você segue?”. E começam a nos julgar pelas coisas que poderíamos ser e fazer se não O seguíssemos. Mas é hora da perseverança. Alguns dizem até que nosso Dom poderia ir longe alcançar a tantos, e nos contentamos em cantar para um rei no jumento.
Que possamos continuar cantando Hosana ao Filho de Davi. Para o Rei que quer entrar gloriosamente não só na cidade santa de Jerusalém, mas entrar na cidade ainda não santa do nosso coração, para morrer ali e nos ressuscitar com Ele. Para santificar nossa “cidade”, nossa “morada”, nosso coração.
Músico, Jesus quer entrar triunfante em nosso coração, independentemente do que as pessoas pensem ou venham a achar. Independentemente de sentimentos, acordes, trabalhos, injustiças, perseguições etc.
Do homem velho à santidade da vida
Jesus quer entrar porque fatalmente ele precisa levar à morte esse homem ou mulher velha que ainda é apegado demais ao exterior, para ressuscitar um homem ou uma mulher nova totalmente voltado à busca sincera e real da santidade de vida.
O Evangelho diz: “Quando Jesus entrou em Jerusalém, a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.
Quem é Jesus para mim e para você? Aquele que aclamamos, de quem falamos, Aquele que conseguimos reconhecimento por causa d’Ele. A canção fala de Jesus, mas o coração e a vida falam de quem?
A nossa vida diz que Jesus é quem? Um homem bom, que inspira belas canções e nos traz alguns benefícios, ou aquele que, de verdade, pode e, se deixarmos, vai mudar a nossa vida; e o maior benefício que conseguiremos por segui-Lo será 100 vezes mais do que entregamos com perseguições. No final, uma vida feliz no céu!
É tempo de refletirmos. Seguir a Jesus não trará só benefícios e reconhecimento, muito pelo contrário, mas Ele venceu a morte e nos deu vida nova.
Fidelidade é a palavra para nós músicos.
André Florêncio
Músico e Membro da Comunidade Canção Nova




