O que o músico católico é chamado a viver no Domingo de Páscoa?
A solenidade mais importante do tempo litúrgico chegou! A ressurreição de Jesus. “No primeiro dia da semana, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra tinha sido retirada”. (Jo 20,1). E o que tudo isso que vivemos na manhã de Páscoa significa afinal?

(Créditos: NiseriN / GettyImagens / cancaonova.com)
No início da humanidade, através do livre-arbítrio, Adão e Eva escolheram desobedecer ao Senhor. Isso marcou todas as gerações com a morte física. Além disso, trouxe a morte eterna, que é a separação da alma com Deus. Assim, todas as gerações seguintes estavam fadadas a ambos os tipos de morte. Porém, Deus olhou para a humanidade com infinito amor, decidindo enviar Seu único Filho para libertar a todos por um alto preço.
Este fato não é apenas história para crianças dormirem. É o fato! Imagine sua alma viva, mas separada de Deus no contexto da eternidade. Que agoniante seria! Por isso, hoje, celebramos o maior presente dado por Deus: a Vida Eterna. É a alma vivendo unida a Cristo para sempre.
Deus supera a realidade da morte. Cristo ressuscitado já não morre mais. Ele nos mostra todo o poder da sua divindade. Nesta união extraordinária entre Deus e o homem, Ele quebra o muro da inimizade.
A eternidade que invade o hoje
Com a ressurreição, cabe a nós vivermos a união da alma com Deus. Isso deve ocorrer agora, concretamente. Não é daqui a um mês ou dez anos. A preocupação em estar unido a Deus deve ser diária. O caminho prático para viver essa realidade é a fé na ressurreição do Senhor.
Tudo o que o Senhor iria viver não era surpresa aos discípulos, apesar de não acreditarem. “Jesus começou a mostrar aos seus discípulos ser necessário que fosse a Jerusalém e sofresse muito por parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, e que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia”. (Mateus 16:21). Os primeiros relatos da ressurreição revelam uma atitude de Deus. É um convite para essa nova realidade de fé que brota da manhã de Páscoa.
Maria Madalena não viu Jesus ao chegar ao túmulo. Mesmo na terceira vez, quando Ele se manifesta como jardineiro, ela não O reconhece logo de cara. Seus olhos só abriram após Cristo dizer seu nome. Com os discípulos a caminho de Emaús não foi diferente. Jesus caminha com eles, mas, desolados, eles não percebem Sua presença real. Só depois que Jesus saiu, perceberam que sentiram a presença do Senhor.
Esses relatos mostram uma nova realidade: o crer sem ter visto, e somos chamados a viver essa fé cotidianamente. Para os discípulos era uma novidade, pois, até então, Cristo estivera fisicamente com eles.
Crer para cantar, amar para servir
Grande alegria deve rondar o seu coração! Cristo quer se manter unido a nós com seu infinito amor. Para isso, é necessário estar em estado de graça através dos sacramentos. Devemos nos exercitar na fé e continuar acreditando sem ver. Jesus quer sua fé sólida neste tempo da misericórdia. Mesmo sem ver ou ouvir, continue com Ele. Siga servindo, cantando e tocando para a Sua honra e glória.
Deus espera de nós esse ato de fé. A vida eterna acontece agora em nossos corações, na busca incessante pela união com Ele. O serviço ao altar na vida do músico é o transbordamento dessa união, celebrada com júbilo desde a manhã de Páscoa. O seu dom, seja voz ou instrumento, é o eco da fé cultivada no “escondido”.
“Este é o dia que o Senhor fez para nós. Alegremo-nos e nele exultemos!” (Salmo 117).
Feliz Páscoa! Jesus ressuscitou, Aleluia!!!
Para alegrar ainda mais seu Domingo de Páscoa, confira a Música: “Faço novas todas as coisas” pela voz de Eugênio Jorge.




