A batalha espiritual por trás da sensibilidade musical
Deus concedeu muita sensibilidade a você, e ela é expressada, principalmente, quando você toca um instrumento, apresenta-se em shows, canta a liturgia, assume encontros. Não é possível ser músico sem mostrar toda essa sensibilidade, que fica à flor da pele.
No momento em que termina o espetáculo, o encontro ou a celebração, a sua sensibilidade não cai como um pavio! Ela deve esfriar pouco a pouco.
Muitas vezes, o “espetáculo” é simplesmente um encontro em que você canta e toca; uma liturgia animada por você. Após o espetáculo, com a sensibilidade à tona, você cai no vazio. Como ela está à flor da pele, além de suas características positivas, traz também marcas, feridas, cicatrizes e carências.
Ao voltar para casa com a sensibilidade acesa, carente, você, homem, precisa de uma presença feminina que o acolha, precisa de uma mulher que o receba, que o afague, que o envolva de carinho. O mesmo vale para os jovens e mulheres músicas que precisam da acolhida dos braços de um companheiro.

Arquivo CN.
Tudo isso pode ser percebido, por exemplo, durante a viagem de carro ou de ônibus após uma apresentação. Carente, você acaba “esticando o braço”, fazendo caricias, tocando o outro. Poderia dizer: “São todos cristãos, todos irmãos, não tem nada demais, é só um carinho”. Mas deve se lembrar que você e a outra, ou o outro, estão com a sensibilidade à flor da pele. Talvez você não pense assim nem veja dessa forma. Pode até ser que sejam namorados ou noivos, mas, infelizmente, essa hora traz complicações, pois, às vezes, não são namorados, mas apenas companheiros de banda, de conjunto… E aí surge a tentação.
Você foi o veículo de Deus para a conversão das pessoas, e, em virtude disso, enraiveceu o diab0. O inimigo surge, mas você não percebe que a tentação entrou por aí. Ela não vem agressiva, mas mansa.
A intenção, aqui, não é levar esse assunto para o lado negativ0 nem provar que há malícia em tudo. É apenas uma constatação.
A sua sexualidade a serviço do altar
A sua sexualidade está muito ligada à sua sensibilidade. Numa apresentação, você deixa aflorar a sensibilidade a serviço do Senhor; com isso, a sua sexualidade vem junto. Uma puxa a outra: ou nos consagramos ao Senhor – e dizemos “ou santos, ou nada”, vivendo a castidade –, ou somos cegos e derrubados pelo inimigo.
Quando você está em um palco ou altar, com um instrumento ou o microfone em mãos, tocando ou cantando, torna-se o centro das atenções. Queira ou não, você atinge a sensibilidade das pessoas, que talvez carreguem feridas, marcas e pecados. Muita gente o atinge também a sensibilidade. Você é desejado e cobiçado: “Como eu queria ter um rapaz desse jeito”.
Nessa hora em que se encontra exposto, seja você um rapaz ou uma moça, muitos olhos e sensibilidades estão direcionados a você. Até uma mulher casada, frustrada em seu casamento, ao ver um rapaz dirigindo, falando, conduzindo, cantando, pode pensar: “Como eu queria ter um homem assim na minha vida! Como eu precisava de alguém que me acolhesse e me falasse como ele!”
Há olhares de cobiça sobre a menina que canta e dança; não sejamos ingênuos. Há pessoas que a desejam: Que menina linda! “Que voz bonita! Que voz bonita!” Nesse momento, ela parece a menina ideal para alguém. Porém, tal pessoa esta está com a sensibilidade machucada, ferida. Nela existe malícia, sensualidade. Esta é uma exposição à qual todo músico está sujeito. Essa é uma exposição que todo músico passa.
Certa vez, em oração, tivemos a seguinte imagem: “Da plateia, vinham demônios se projetando em cima dos músicos e dos cantores; demônios rindo das pessoas da plateia”. Trata-se de uma imagem forte! Ela mostra o que acontece na realidade.
O combate nas vestes e no comportamento
Não seja inocente! Ao se preparar para uma apresentação, a artista deve se pentear e maquiar como Maria, unicamente como Ela, embora, ainda assim, corra riscos, já que encontrará pessoas com a sensibilidade aguçada.
Contudo, se a artista se veste de forma inapropriada para o louvor, com toques de sensualidade, deve-se mostrar a ela que está errada: num conjunto de Deus, ou você é santa, ou nada. É necessária uma decisão de castidade nas suas vestes, na sua maquiagem, no seu penteado. Viva a castidade, e ela se mostrará dos pés à cabeça. Tudo pela santidade. Tudo como Maria.
Sempre se proponha: Quero ser pura e inspirar pureza. Quero ser santa e levar santidade!
Assista às pregações do Padre Jonas Abib sobre o dever do músico:
.:Instrumentos eficazes nas mãos do Espírito Santo – Monsenhor Jonas Abib (12/03/17)
.:Músicos em batalha aberta – Monsenhor Jonas Abib (24/10/03)
Um compromisso do grupo: ou santos ou nada!
Qualquer apresentação musical é uma guerra. Todo o seu trabalho de música só pode inspirar e levar à santidade, e você não pode brincar nesses momentos decisivos. O inimigo já tem usado e abusado demais deles!
Você, rapaz, também é alvo! Precisa ser casto em tudo. Porque o homem, quando quer, sabe se mostrar sensual. Você está a serviço de Jesus e da santidade!
Por isso, músicos de Deus, “ou santos ou nada”! É preciso se dividir por um compromisso de castidade e vivê-lo. Quando 0 grupo, a banda inteira, faz um compromisso de castidade, um cuida do outro para não cair.
Todos nós do ministério de Música Canção Nova fizemos um compromisso de castidade, tanto os casados como os solteiros.
Seguramos uns aos outros. Não empurramos ninguém. Seguramos e não deixamos ninguém cair. Do contrário, somos presas do inimigo. Ele vem, e numa rasteira, derruba a todos. Nessa hora, aquele que carregou o grupo inteiro grita: “Se tivéssemos feito antes um compromisso de santidade…!”.
Trecho retirado do livro: Músicos em ordem de batalha, de Monsenhor Jonas Abib.
Transcrito e adaptado por Willian Coutinho.




