Monsenhor Jonas

A música inspirada pelo Espírito Santo

Consagre sua voz, seu instrumento e sua interpretação ao Senhor, pois tudo isso precisa ser inspirado pelo Espírito Santo de Deus.

O Salmo 95/96 anuncia a vida nova no Senhor, e até que Ele venha precisamos cantar um cântico novo.

O Senhor virá para governar a Terra e até que Ele venha temos que cantar um cântico novo.  Nós, Canção Nova, fomos criados para ser sal, e o sal salga, e para ser fermento. Não podemos perder nossa essência. Ser uma canção nova e cantar uma canção nova não é só para nós. O Senhor não quis que apenas nós fizéssemos isso, Ele quis um cântico novo cantado por todos.

A música nunca é neutra: ou ela leva para o céu ou leva para o inferno. Pelo amor de Deus, não queira ficar na situação limítrofe, adentre no canto novo e avance nele, e fique o mais longe possível da canção velha que nos leva para o inferno! Você sempre será músico, tocando, regendo, cantando ou gravando. Aqueles que gravam também estão no campo da música.A música inspirada pelo Espírito Santo

Você não pode ficar na posição limítrofe pulando de um lado para outro, pois há muita gente saltitando como passarinho nos dois galhos da fogueira. Você não pode tocar nos barzinhos e no grupo de oração ao mesmo tempo. Não dá para misturar!

A música não é só letra, ela é principalmente ritmo e ela “mexe” conosco. Ela pega todo o nosso sistema nervoso e afeta todas as áreas da sexualidade, todas as regiões do corpo, tanto o masculino quanto o feminino, e nós não podemos ter músicas que mexam com nossas fragilidades. Até mesmo o surdo sente a música no seu sistema nervoso e tem os afetos alterados por ela.

O gregoriano é o canto mais autêntico de Deus. A música do céu ressoa no templo, que quer dizer “pedaço do céu”. Quando se canta o cântico novo ali se torna um pedaço, um recorte do céu. O cântico novo cria céu em nós.

A música mexe com nossas glândulas, com nossos hormônios da parte da sensualidade e faz de nós pessoas sedutoras. Depende de nós se queremos jogar constantemente em nossa corrente sanguínea o que nos constrói humanos ou o que nos desumaniza, criando em nós ódio, sexualidade desvirtuada e desejo de corrupção. Não fique escutando música popular brasileira para cantar da mesma forma, para fazer o mesmo arranjo. Você não precisa disso, você tem a inspiração do céu!

Com minhas poucas capacidades eu rendi muito para o Senhor, primeiro porque Ele me agraciou muito e segundo porque eu correspondi ao chamado d’Ele. Eu pedi a Deus que, se a música fosse útil para meu sacerdócio, Ele me desse essa graça e Ele me concedeu esse dom. O Senhor abriu as portas para mim e eu precisava corresponder a esse chamado. Deus viu da minha parte luta, esforço e sacrifício e também que eu estudei para me aperfeiçoar. Não posso negar que, mesmo com minha voz curtinha e rouca, eu produzi frutos para o Senhor.

Eu sou pai dos músicos católicos no Brasil pela graça de Deus e assumo essa paternidade. Fico contente se você assumir essa filiação, é uma responsabilidade para mim. Então, escute as palavras de um pai e não se deixe enganar.

O Espírito Santo é genuíno, Ele é original. Você pode cantar em qualquer ritmo a canção do Espírito, mas precisa ser inspirado e não copiar nada. Não se lambuze numa canção contaminada para depois tentar fazer a música do céu.

A música clássica harmoniza e põe as coisas no lugar. Se você quer ser gente inteira: corpo, alma e espírito, ela faz um realinhamento das coisas. Não estou insistindo em que você ouça música clássica, mas estou afirmando que a música, produzida por gente inspirada por Deus, nos realinha até humanamente, ela realinha a nossa saúde. Ao passo que a música do inferno também mexe conosco, mas desalinha tudo.

Desse modo, as pessoas aprendem a viver desalinhadas em sua personalidade. Muita decadência que a nossa juventude vive é fruto da música que não vem de Deus. E repito: não é só a letra da música que faz isso, é a própria melodia, o ritmo. Quem faz gravação precisa de muito discernimento, porque não só servimos a Deus com a música, nós ministramos com ela e não basta ter letras com as palavras “aleluia” e “comunhão” se os timbres e a interpretação que você deu a ela não vieram do céu.

Os músicos precisam de discernimento. Deus é bom, é Pai, é Pedagogo e faz todas as coisas na hora certa e não é para nos condenar, mas sim para nos salvar. Se Ele fala agora com você Ele vai lhe dar a graça de primeiro querer cantar, tocar e interpretar unicamente o cântico novo. O Senhor vai lhe dar discernimento e é preciso ter humildade para aceitá-lo.

É preciso ser uma pessoa de escuta e de intimidade com Deus, ser sintonizado com o Senhor, com o Espírito de Deus, com a Santíssima Virgem Maria e com os santos. O músico precisa ser um homem e uma mulher de oração.

Monsenhor Jonas Abib

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