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Conviver também é necessário

A convivência, de forma sadia, também é evangelização e fortalece para a missão

Em um post anterior, escrevi que é muito importante, além de todas as atividades que um ministro de música desempenha, momentos de lazer e descontração.

Quero falar um pouco mais sobre isso. Não somos apenas trabalhadores que se encontram todos os dias em uma empresa, com horário marcado, para entrar no trabalho e sair dele. Sei que muitos encontram, nos seus trabalhos, verdadeiros amigos, porém, na maioria dos casos mantemos uma relação entre colegas de trabalho.

Contudo, conosco não deve ser assim, não somos somente colegas de trabalho, mas sim irmãos em Cristo, os quais, no exercício da fé cristã, disponibilizam seu dom para o bem comum.

Conviver tambem e necessario

A Palavra de Deus nos diz o seguinte sobre isso: “Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. Unidos de coração frequentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação” (Atos 2, 44-47).

Neste pequeno trecho dos Atos dos Apóstolos, podemos observar algumas atitudes que definem como era a vida dos primeiros cristãos: Viviam unidos, tinham em tudo em comum, uma vida em comum, observavam as necessidades de cada um, oravam juntos, se alegravam juntos e cativavam o povo.

Penso que não era somente uma partilha de trabalho, nem um olhar sobre as necessidades de determinada missão, mas sim um olhar sobre a vida de modo geral. Era uma partilha de vida, e essa mesma partilha não se dá somente quando estamos, ali na igreja, ministrando música, “trabalhando”; muito mais nos damos ao outro em momentos de lazer e de descontração, nos quais podemos falar mais de nós mesmos e ouvir mais do outro. Nessas horas vamos colocando em comum, de forma espontânea, nossa vida, segredos e nos abrindo à ajuda, à oração, entre outros.

Digo, com convicção, que também estamos em oração quando nos encontramos em momentos de lazer de forma sadia. Nessas oportunidades muitas pessoas que nos veem cantando na igreja percebem que somos cristãos de verdade, porque reparam em nosso modo sadio de nos divertirmos. Desse modo vamos cativando cada dia mais a simpatia do povo e damos abertura para que o Senhor vá ajuntando outros para percorrermos esse caminho de salvação. E assim a passagem bíblica acima vai se tornando real em nossas vidas.

Perceba que evangelizamos não só cantando ou tocando, mas também nos divertindo; e, além disso, temos a oportunidade de evangelizar uns aos outros, pois precisamos nos conhecer, entrar na vida um do outro, ajudar-nos efetivamente e frequentar as casas uns dos outros. Tudo isso de forma equilibrada e responsável, pois também precisamos descansar e nos fortalecer para a missão.

Tudo, até mesmo nosso descanso, é em vista das muitas pessoas a quem precisamos apresentar Jesus.

Quando nos encontramos assim fora do trabalho, vamos nos moldando no nosso modo de falar, agir e de brincar e ajudando uns aos outros a eliminar as piadas maliciosas, as brincadeiras com segundas intenções, purificando nossos olhares e tantas outras coisas que são comuns entre outros colegas fora do meio cristão. E naturalmente isso vai acontecendo, claro que sempre acontece uma correção ou outra, mas somos irmãos e precisamos nos ajudar mutuamente a sermos mais de Deus em tudo.

Bom, o assunto é amplo, mas acredito que essa reflexão já será uma boa ajuda para você e o seu ministério.

Deus o abençoe!

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André Florêncio

André Florêncio, André Florêncio é músico, cantor, animador, instrumentista e missionário da Comunidade Canção Nova. Fez curso de aperfeiçoamento na EMESP, gravou seu cd solo “Meu encontro” e é autor do livro “Musica: chamado e serviço”.

 

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