Dicas

Como produzir um CD católico

Chega uma hora em que o coração do músico católico sente vontade de eternizar seu trabalho em um CD. A tarefa, como se sabe, não é nada simples, por isso vamos apresentar uma série de artigos, a fim de analisar as etapas necessárias para concretizar, com sucesso, esse anseio.

É claro que a primeira necessidade, ao se cogitar a realização do projeto de um CD, é a inspiração. Já no caso do músico católico, não se trata apenas de uma questão de vontade, mas uma vocação, um chamado aos que desejam se sentir realizados em algo concreto.

Como produzir um CD católico

Nesta primeira etapa, vamos nos ater ao lado mais técnico desse processo de produção musical, mas sem deixar de cuidar do lado artístico de um CD. Na verdade, este será nosso primeiro objeto de estudo.

O Repertório

Mais do que qualquer outra coisa, o que faz a diferença em um CD é o repertório. Todo bom trabalho começa com uma seleção de boas músicas, de canções que façam a diferença. E essa deve ser a primeira pergunta que músicos ou bandas católicas têm de se fazer antes de pensar seriamente em um projeto: o que minha música tem de diferente? O que vai motivar um ouvinte a comprar e ouvir o meu CD, seguir o meu trabalho?

Se for um trabalho litúrgico, por exemplo, é preciso ter em mente que todos já conhecerão o tema e as letras das músicas. Então, as melodias e os arranjos terão de ser atraentes, diferentes e impactantes, sem que a performance dos músicos se imponha sobre o conteúdo, pois o foco está neste, e não em eventuais solos ou timbres.

Em um trabalho de louvor, por exemplo, as músicas devem motivar os ouvintes, devem ser convidativas e empolgantes, ter letras inspiradoras, com as quais eles se identifiquem. No caso de adoração, por sua vez, o clima criado pela música (letra+melodia+arranjo) precisa facilitar a identificação do ouvinte com este momento tão especial.

Não se trata de reduzir a criatividade a meros aspectos técnicos; pelo contário, a inspiração deve se unir à habilidade, para que juntas possam resultar, quando tudo dá certo, em um repertório que faça a diferença.

Assim, concluímos que o repertório deve valer a pena, deve despertar na pessoa a vontade de ouvir as músicas novamente.

 


Fábio Henriques

Formado “cum laude” pela UFRJ em 1985. Após trabalhar durante 8 anos como engenheiro de hardware e software, cursou Recording Engineering na The Recording Workshop, USA, onde pôde unir sua formação musical com a tecnologia.

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